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O que é a taxa de câmbio, como calcular, por que varia e como ela afeta o seu negócio
12 de agosto de 2025 | Equipe Braza Bank

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12 de agosto de 2025 | Equipe Braza Bank
A taxa de câmbio influencia muito mais do que os mercados financeiros — ela impacta o bolso de empresas e pessoas físicas. Para quem importa, exporta, envia ou recebe dinheiro do exterior, entender como o câmbio funciona é essencial para tomar decisões mais seguras e estratégicas.
Mesmo sendo um tema central na economia, a lógica por trás da taxa de câmbio ainda gera dúvidas: por que ela varia tanto? O que faz o dólar subir ou cair? E como isso afeta o planejamento financeiro de quem negocia com o mercado internacional?
Neste artigo, você vai entender:
Siga a leitura e descubra como usar esse conhecimento a seu favor — seja para proteger o caixa da sua empresa ou economizar em compras e viagens internacionais.
A taxa de câmbio é o valor de uma moeda em relação a outra. Em outras palavras, ela indica quanto da sua moeda local é necessária para comprar uma unidade de uma moeda estrangeira — como o dólar, o euro ou a libra esterlina.
Por exemplo, se a cotação do dólar comercial está em R$ 5, isso significa que você precisa de cinco reais para comprar um único dólar. Nesse caso, dizemos que a taxa de câmbio do real em relação ao dólar é 5.
Se o dólar cair para R$ 4,50, significa que o real se valorizou. Se subir para R$ 5,20, o real se desvalorizou.
Essa comparação pode ser feita entre qualquer par de moedas: real e euro, dólar e iene japonês, libra e franco suíço. Por isso, também falamos em pares cambiais, como BRL/USD, EUR/BRL ou USD/JPY.
A taxa de câmbio é usada tanto por empresas — que precisam importar, exportar ou pagar fornecedores internacionais — quanto por pessoas físicas, em situações como viagens ao exterior, compras em sites internacionais ou transferências para familiares fora do país.
Além disso, existem diferentes tipos de taxa de câmbio, como:
É importante destacar que as taxas podem não ser as mesmas em qualquer tipo de operação.
No caso do dólar comercial, por exemplo, a quantidade de recursos que a empresa está movimentando pode causar uma oscilação na taxa.
Além do câmbio comercial e câmbio turismo, o câmbio se diferencia entre nominal e real. Entenda mais sobre cada um!
A taxa de câmbio nominal é o valor direto de uma moeda em relação a outra, sem levar em conta a inflação. É o tipo mais comum de câmbio, frequentemente divulgado no noticiário, e usado tanto por pessoas quanto por empresas em operações cotidianas.
Como você já viu, se o dólar está cotado a R$ 5,30, isso significa que você precisa de 5 reais e 30 centavos para comprar 1 dólar americano. Esse valor é a taxa nominal.
É uma medida prática e direta, baseada apenas na relação entre oferta e demanda das moedas no mercado de câmbio, e pode variar ao longo do dia conforme o volume de operações e a percepção de risco global.
A taxa de câmbio real é a nominal ajustada à inflação interna e externa. Ela toma como base a oferta e a demanda de euro ou do dólar, visto que essas duas moedas são as principais na medição do câmbio global.
Assim, essa taxa ajuda a medir o poder de compra, identificando o quão mais barato ou caro produtos estão na economia.
Para calcular a taxa de câmbio real, basta seguir a fórmula abaixo:
CR = (CN x IE) / II
Sendo:
Essa taxa é muito usada por economistas para entender se uma moeda está sobrevalorizada ou desvalorizada em termos reais, o que pode influenciar políticas cambiais e decisões estratégicas de empresas.
Também há a taxa de câmbio real efetiva (TCRE), que é uma variação da taxa real, mas com um olhar mais amplo. Ela considera os principais parceiros comerciais do país, atribuindo pesos diferentes conforme a importância de cada um na balança comercial.
Por isso, ela é uma métrica usada para medir a competitividade da economia de forma agregada, em vez de observar apenas um par de moedas.
A TCRE permite, por exemplo, avaliar se os produtos brasileiros estão mais competitivos no mercado global, considerando o impacto cambial em relação a todos os países com os quais o Brasil mantém relações comerciais significativas — como China, Estados Unidos, Argentina e União Europeia.
Agora que você entendeu o que é taxa de câmbio, vale a pena saber como ela pode ser definida. Para isso, cada país pode adotar uma estratégia diferente.
Confira quais são os tipos de regime cambial!
Como o próprio nome sugere, o regime cambial flutuante é aquele em que a taxa de câmbio varia constantemente.
Isso acontece porque ela sofre com os efeitos da lei da oferta e da demanda do mercado. Isto é, quanto mais alta é a procura por uma moeda, mais ela pode se valorizar perante outra.
Desse modo, a taxa de câmbio não lida com intervenções diretas do Estado e seus órgãos — como os Bancos Centrais.
O regime cambial flutuante é o mais disseminado no mundo atualmente. O Brasil, por exemplo, usa o modelo.
Diferentemente do regime flutuante, existe o regime cambial fixo. Ele se caracteriza por estar menos sujeito às oscilações.
Isso acontece porque, ao usar essa estratégia, o Governo do país e sua autoridade monetária determinam um valor fixo para determinada moeda estrangeira — normalmente o dólar.
Com isso, o Banco Central da nação assume a função de gerar essa paridade. Uma das principais estratégias é controlar reservas da moeda estrangeira, operando com compras e vendas no mercado.
O regime cambial fixo serve para gerar mais previsibilidade para a economia nacional, reduzindo o impacto das oscilações. Contudo, ele pode ser mais custoso para se manter.
Por último, o regime cambial atrelado funciona como uma espécie de junção dos regimes fixos e flutuantes.
Nesse caso, ao invés de buscar a paridade, o Governo define as margens aceitáveis de oscilação de determinada moeda em sua estratégia.
Dessa forma, a atuação do Banco Central será manter a taxa de câmbio dentro desses limites. Para isso, também é preciso controlar e fazer movimentações com as reservas do país.
Como você já aprendeu, o regime cambial flutuante é o mais comum para os países adotarem em seu sistema financeiro — sem controlar diretamente as oscilações.
Desse modo, as taxas de câmbio nesse cenário lidam com a volatilidade do mercado, especialmente pela lei da oferta e da demanda. Veja quais são os principais fatores de influência!
Um dos fatores mais impactantes para a taxa de câmbio é o cenário econômico global, especialmente o comportamento das economias mais fortes. Os Estados Unidos, por exemplo, têm grande influência sobre o mercado cambial mundial.
O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, é responsável por definir políticas monetárias que afetam a oferta e a demanda por dólares, a moeda mais usada no comércio internacional.
Quando o Fed altera a taxa básica de juros, essa decisão reverbera por todo o planeta. Um aumento na taxa torna os investimentos em dólar mais atraentes, fazendo com que haja maior demanda pela moeda.
Com isso, o dólar tende a se valorizar frente a outras moedas, incluindo o real brasileiro. Essa valorização pode reduzir a liquidez do dólar no mercado internacional e encarecer a moeda americana, impactando países emergentes como o Brasil.
Em 2022, por exemplo, quando o Fed elevou sua taxa de juros a níveis históricos, o dólar valorizou-se significativamente, pressionando o câmbio brasileiro para cima e impactando custos de importações e operações financeiras.
Paralelamente, a economia interna de um país desempenha papel fundamental na determinação da taxa de câmbio. No Brasil, fatores como a taxa de juros, a Selic, definida pelo Banco Central, o nível de inflação e o grau de estabilidade econômica e política influenciam a valorização ou desvalorização do real.
Quando a economia brasileira apresenta sinais de instabilidade — como alta inflação, desaceleração do crescimento ou incertezas políticas — investidores tendem a migrar recursos para ativos mais seguros, como dólar e euro.
Essa movimentação provoca maior demanda por moedas estrangeiras e desvaloriza a moeda local. A desvalorização impacta empresas que dependem de importações e pessoas físicas que fazem viagens ou compras no exterior.
Por outro lado, quando o país apresenta estabilidade econômica e políticas consistentes, o real tende a se valorizar. Isso facilita o acesso a produtos e serviços internacionais e proporciona mais previsibilidade para empresas e consumidores.
Saber sobre a taxa de câmbio é fundamental para você conseguir entender o cenário econômico do país e ampliar sua compreensão sobre o valor de sua moeda.
Mas a questão ganha ainda mais importância para quem faz operações diretas no mercado internacional — como importadores e exportadores.
Isso acontece porque o custo de suas operações é diretamente impactado pela taxa de câmbio.
Um importador, por exemplo, pode ver sua compra em dólar ficar mais cara caso a moeda norte-americana aumente sua cotação perante o real.
Por isso, entender como se dão as variações e acompanhar o cenário do câmbio pode ser importante para aproveitar melhor as oportunidades desse mercado.
Mas além desse fator, é relevante contar com um parceiro para suas operações de câmbio, para ter segurança institucional e encontrar condições mais interessantes.
Como você viu, a taxa de câmbio pode mudar conforme o tipo de operação e o valor transacionado em cada movimentação.
Dessa maneira, encontrando maneiras de negociar, você pode fazer suas operações com termos cambiais mais interessantes.
Com o Braza Bank, por exemplo, isso é possível a partir do seu contato direto com nossa mesa comercial, onde estão nossos especialistas. A partir do entendimento da sua necessidade, será possível ter condições vantajosas.
Mas além da taxa de câmbio, existe outro elemento que você deve atentar em suas operações no mercado internacional: o Valor Efetivo Total (VET).
Ele engloba todos os custos envolvidos nas suas operações — como taxa de câmbio, tributos e tarifas.
É importante compreender o VET para saber, realmente, qual foi o custo final e real das suas transações cambiais.
Como cada instituição pode ter políticas de cobrança diferentes, isso pode impactar nas despesas — deixando as operações mais caras.
Por isso, antes de concluir suas transações cambiais, é vantajoso fazer comparativos dos custos finais a partir do VET.
A análise permitirá que você encontre, de fato, o cenário mais benéfico para sua empresa, independentemente da taxa de câmbio.
Ao longo deste artigo, você aprendeu o que é a taxa de câmbio e os motivos que fazem ela variar regularmente.
Todo esse entendimento será importante para compreender melhor o cenário econômico e, principalmente, encontrar boas oportunidades para suas operações internacionais.
Taxa de câmbio é o preço de uma moeda em relação a outra, como o valor do real frente ao dólar. Ela indica quantos reais são necessários para comprar uma unidade de outra moeda.
A taxa nominal é o valor direto da moeda, sem considerar inflação. Já a taxa real ajusta o valor nominal levando em conta a inflação interna e externa, refletindo o poder de compra real da moeda.
Ela varia principalmente por causa da oferta e demanda de moedas no mercado, influenciada por fatores como economia nacional e internacional, decisões de bancos centrais, inflação, investimentos estrangeiros e eventos políticos.
Decisões do Federal Reserve, especialmente sobre taxas de juros, influenciam a demanda global por dólares. Isso afeta o valor do dólar frente ao real, impactando importações, exportações e investimentos.
É possível utilizar ferramentas financeiras como contratos de câmbio, hedge cambial e planejamento estratégico para minimizar os impactos das oscilações.