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Planejamento financeiro 2026: como proteger sua empresa da volatilidade
14 de janeiro de 2026 |

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14 de janeiro de 2026 |

O início do ano, para quem está à frente de uma empresa, começa exigindo decisões concretas. O ambiente econômico muda rápido, aumenta a incerteza e reduz a margem de erro, tornando arriscado adiar ajustes ou repetir estratégias.
Em um cenário de juros ainda elevados, tensões geopolíticas na América do Sul e o início efetivo da Reforma Tributária formam um cenário complexo. Nesse contexto, planejar deixou de ser um exercício automático e passou a exigir leitura atenta do ambiente externo.
Para empresários e gestores, 2026 pode ser um ano de virada. O planejamento financeiro com capacidade de adaptação passou a definir quem preserva margem e quem opera no limite do caixa.
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Durante décadas, planejar significou olhar para o retrovisor. Bastava ajustar percentuais, revisar despesas fixas e projetar um crescimento linear baseado no ano anterior. Em um ambiente de baixa previsibilidade, esse modelo de "copiar e colar" é perigoso.
No entanto, este modelo perdeu aderência à realidade. Atualmente, o cenário é marcado pela simultaneidade de variáveis. Choques de custo, mudanças regulatórias e oscilações de mercado ocorrem em ciclos mais curtos, afetando diversas áreas da empresa ao mesmo tempo.
Manter um cenário único como referência estratégica tornou-se um risco operacional. No contexto atual, a eficácia do planejamento não reside mais apenas na organização de números em uma planilha anual padrão, mas na capacidade de antecipar respostas a eventos adversos.
Aproveite para ler: Por que stablecoins ganham espaço no mercado corporativo?
A manutenção de taxas de juros em patamares restritivos e a maior seletividade na concessão de crédito alteraram a dinâmica do fluxo de caixa empresarial. Vale lembrar que a Selic começou 2026 em 15% ao ano.
Desse modo, a volatilidade de custos e a possibilidade de desaceleração de receitas tornam as projeções lineares menos precisas, exigindo maior rigor na gestão de ativos circulantes.
Nesse contexto, a liquidez imediata torna-se um diferencial competitivo. Manter níveis adequados de caixa permite que a empresa absorva choques de oferta sem a necessidade de recorrer a linhas de crédito emergenciais, cujas taxas atuais pressionam o resultado financeiro.
O impacto é observado diretamente na cadeia de suprimentos. Empresas dependentes de insumos com preços voláteis enfrentam o risco de descasamento de custos.
Por exemplo, um aumento de 15% em matérias-primas pode ocorrer em curto prazo, motivado por gargalos logísticos ou oscilações no setor energético. Sem reservas, o negócio é forçado a aceitar prazos de pagamento desfavoráveis ou contratar crédito com spread elevado.
Diante disso, a análise de sensibilidade e a gestão por cenários substituem a projeção única de orçamento. O planejamento financeiro passa a simular três variáveis distintas:
Essas simulações permitem identificar o ponto de ruptura do caixa e antecipar medidas de contenção de despesas antes que a pressão macroeconômica comprometa a continuidade da operação.
Desde 1º de janeiro de 2026, a Reforma Tributária entrou na fase prática de implementação. O período funciona como uma etapa de transição para o novo modelo de IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado), que visa simplificar o sistema brasileiro ao unificar tributos sobre o consumo em duas frentes distintas:
Em 2026, o impacto imediato não reside na carga tributária total, mas na adaptação dos processos internos. As chamadas "alíquotas de teste" entram em vigor com percentuais reduzidos: 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS.
O objetivo desse período de apuração assistida é permitir que as empresas e o Fisco testem os novos mecanismos de arrecadação antes que o impacto financeiro se torne relevante nos anos subsequentes.
Nesse contexto, a prioridade da gestão financeira deve estar na atualização dos sistemas de emissão de notas fiscais, na reclassificação fiscal de operações e na integração contábil. Este ano de transição permite identificar falhas de conformidade enquanto o peso tributário do novo modelo ainda é limitado, transformando erros eventuais em aprendizado operacional.
Confira: O que é a nova Reforma Tributária e como ela impacta o câmbio?
O câmbio segue sendo uma fonte de risco para muitas empresas. O real é sensível a instabilidades políticas, tensões externas e mudanças no cenário global.
Negócios que importam insumos, utilizam softwares internacionais ou possuem contratos atrelados ao dólar convivem diariamente com essa exposição, muitas vezes sem a mapear corretamente.
Uma estratégia utilizada por gestores é esperar o valor do dólar baixar. Esse comportamento é arriscado, pois aposta em fatores que não estão sob controle da empresa. O câmbio reage a eventos externos imprevisíveis, como uma crise internacional.
Planejamento financeiro exige previsibilidade. Nesse cenário, o hedge cambial pode ser interessante para a previsibilidade dos custos operacionais das empresas, principalmente das que lidam com importação e exportação de produtos.
Um exemplo prático aparece em empresas que têm pagamentos programados a fornecedores no exterior. Imagine um negócio que precisa quitar uma fatura em dólar em 60 ou 90 dias e decide aguardar uma queda na cotação para efetuar o pagamento.
Se, nesse intervalo, o dólar sobe 5% devido a um evento internacional inesperado, o custo da operação aumenta de forma imediata e pode consumir boa parte da margem planejada para o período. Com o hedge cambial, a empresa trava a taxa e mantém o custo dentro do orçamento.
Veja também: Hedge cambial: o que é, importância e principais estratégias
Operar câmbio envolve leitura de mercado, estrutura adequada e conhecimento técnico. Soluções genéricas costumam ser mais caras para empresas com operações internacionais. Um parceiro especializado oferece melhores condições, menor custo operacional e suporte estratégico.
Essa especialização faz diferença porque a empresa deixa de lidar com o câmbio de forma reativa e passa a operar com orientação técnica. Dessa forma, ter um parceiro dedicado que acompanha o mercado e possui uma estrutura eficiente evita custos desnecessários.
No Braza, o maior banco exclusivo de câmbio do país, a atuação focada permite apoiar empresas que operam globalmente com mais controle sobre seus fluxos financeiros e segurança.
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Porque o cenário econômico combina juros elevados, maior volatilidade e mudanças estruturais, o que torna inviável repetir modelos de planejamento baseados em premissas fixas.
Lidar com fluxos menos previsíveis, custos sujeitos a crises e um ambiente de crédito mais seletivo, exigindo maior controle de liquidez e simulações de risco.
Na redução de custos transacionais, eliminação de processos manuais e revisão de contratos financeiros que corroem margens ao longo do ano.
Ao exigir adaptação de sistemas e processos em 2026, evitando desorganização operacional quando o novo modelo tributário ganhar escala.
Porque pequenas variações do dólar podem comprometer o resultado anual de empresas com custos atrelados à moeda estrangeira.
Trazer previsibilidade aos custos e proteger margens, eliminando a dependência de movimentos imprevisíveis do mercado.
Por que contar com um parceiro especializado em câmbio faz diferença?
Porque conhecimento técnico e estrutura dedicada reduzem custos, riscos e aumentam o controle financeiro em operações internacionais.