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Congelamento de vistos nos EUA em 2026: o que mudou na política migratória e o que representa a decisão
26 de janeiro de 2026 |

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26 de janeiro de 2026 |

O primeiro mês de 2026 começou com uma notícia que pegou muitos brasileiros de surpresa. A partir de 21 de janeiro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos suspenderá o processamento de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil.
A medida foi baseada na necessidade de revisar os protocolos de triagem para garantir que novos residentes não representem o que a Casa Branca classifica como "ônus fiscal". A ideia do governo americano é assegurar a “autossuficiência financeira” dos estrangeiros.
Neste artigo, detalhamos o que motivou essa decisão inédita, quem são os reais afetados e como você deve organizar seu planejamento diante deste novo paradigma.
O congelamento de vistos anunciado interrompe o processamento de novos pedidos de residência permanente. O intuito declarado do governo dos EUA foi de evitar a exploração do sistema de bem-estar social dos Estados Unidos.
A administração argumenta que a concessão de vistos deve estar atrelada a critérios de autossuficiência financeira. De acordo com o Departamento de Estado, a pausa servirá para uma revisão completa nos procedimentos de triagem.
A medida levou à suspensão imediata de categorias de Green Card baseadas em laços familiares, diversidade e trabalho permanente (EB). A partir de agora, o cenário para quem deseja imigrar é de uma pausa por tempo indeterminado.
Além do aspecto fiscal, o cenário é influenciado por tensões políticas internas nos EUA e por uma série de protestos contra as recentes políticas de deportação. Os debates no país elevaram o tom da discussão sobre quem deve ter permissão para residir no país de forma definitiva.
No entanto, vale destacar que o Departamento de Estado informou que os pedidos de visto de imigração continuarão sendo recebidos. As entrevistas consulares também devem seguir. Porém, nenhum visto será efetivamente emitido.
A suspensão anunciada foca quase exclusivamente na imigração permanente. Logo, quem já estava na fila para se mudar definitivamente para os Estados Unidos enfrentará, provavelmente, uma pausa por tempo indeterminado em seu processo.
Em contrapartida, para a maioria dos brasileiros, a rotina de viagens permanece inalterada. Estão fora da suspensão:
Além do Brasil, foram afetados:
Uma das maiores preocupações do público brasileiro é a Copa do Mundo de 2026, que será sediada majoritariamente pelos Estados Unidos. Com a seleção brasileira garantida e milhares de torcedores com ingressos comprados, o medo de ter a entrada barrada é real.
No entanto, como o torneio se enquadra na categoria de turismo (visto B2), ele não faz parte da suspensão. O Departamento de Estado e os consulados no Brasil reafirmaram que o processamento para viajantes que pretendem assistir aos jogos continua normalmente.
Entretanto, as autoridades alertam que a posse de um ingresso para o Mundial não garante a aprovação automática do visto. O solicitante ainda deve provar capacidade financeira para custear a viagem e, acima de tudo, vínculos com o Brasil que garantam seu retorno após o evento.
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Se você está em um processo de imigração, a palavra de ordem é paciência. Não venda seus ativos no Brasil antes de ter a confirmação da retomada do processamento. Se o seu plano é turismo, antecipe o agendamento no consulado para evitar o funil de demanda da Copa.
Para passar na entrevista, você precisa mostrar que é um bom visitante. O "segredo" é a consistência:
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É uma suspensão temporária da emissão de vistos de imigração (residência permanente) para 75 países, incluindo o Brasil, motivada por uma revisão nos protocolos de triagem do governo americano.
Os vistos de imigração (como Green Cards por laços familiares ou trabalho). Vistos de não-imigrante, como turismo (B1/B2), estudante e intercâmbio, continuam sendo emitidos, mas com maior rigor na entrevista.
Os vistos de turismo seguem válidos, mas o torcedor deve antecipar o agendamento e reforçar a comprovação financeira para evitar o risco de negativa devido ao aumento do rigor nas fronteiras e consulados.